Descrição
Sinopse
Médico e estudioso das ciências naturais, Benignus escandalizou a sociedade do século XIX ao comunicar sua partida para uma fazenda no interior. “E o que pretendeis fazer de seus filhos, quando chegarem à idade da puberdade, criados longe de todo o contato social?”, perguntaram, ao que o doutor respondeu com um sorriso: “Casá-los! O mais velho com o planeta Vênus, o segundo com a estrela polar, e o Juca, que é mais moço, com a Lua!”.
Assim, toda a família partiu para a vida pacata do interior, de onde se iniciaria uma viagem científica pelo interior do Brasil. O romance de Zaluar é uma obra de inspiração verniana, tendo como plano de fundo a divulgação científica e o conhecimento da riquíssima natureza brasileira. Seu objetivo? Encontrar vestígios atestadores da suposta existência de vida no Sol e estabelecer uma comunicação com as outras humanidades que povoam o universo.
Primeiro romance do gênero de ficção científica do Brasil e da América Latina, na época chamado de “romance científico ou instrutivo”, O Doutor Benignus teve sua estreia em um jornal de Vassouras e foi publicado, no ano seguinte, em 1875, no jornal O Globo, recebendo inúmero elogios e abrindo caminho para o desenvolvimento de uma literatura de ficção científica brasileira e da própria divulgação da ciência e das últimas descobertas de sua época para a população.
Nesta edição, a obra de importância histórica recebe uma produção primorosa, cotejada com a edição de 1875, publicada no jornal O Globo, arte de capa assinada por Diego Max, ilustrações internas de artistas franceses do século XIX, prefácio de Elton Furlanetto, posfácio de Lucas de Melo Andrade, acabamento brochura com orelhas e páginas amareladas para uma excelente leitura. “A mulher de pedra”, conto de Simone Saueressig, faz a abertura da obra.







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